Jamais, Nunca..

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Troque ou Complete o Óleo em um Posto de Combustível

Eis os motivos…

1º – O óleo do seu carro tem que ser o da especificação do manual do proprietário, você tem este manual? E o posto vende este óleo da especificação ou ele te “indica” outro? 

A lubrificação do motor é tudo, sem o motor teu carro não faz nada, pneu furado você troca, se arranhar a lataria, teu carro funciona mesmo assim, a bateria esgotou, carrega e o motor? Tem que parar para consertar, pode ser uma manutenção simples como uma mais complicada como uma retífica ou só uma troca de motor.

Quando os carros começaram a circular lá no final do século retrasado só existiam óleos monoviscosos, ou seja, só serviam para uma estação do ano, ou o inverno rigoroso do hemisfério norte ou para o verão.

Exemplo da circulação do óleo no motor

Com o tempo os óleos foram evoluindo e apareceram os multiviscosos que serviam para ambas as estações.

A nomenclatura vem com um número seguido pela letra “W” que significa (Winter – Inverno) e mais um número – 10W30 ou seja o óleo mantém suas propriedades a – 15º C e até 30º C do ambiente externo.

2º – Viscosidade

Quanto menor o número, menos viscoso o óleo é, carros mais novos usam óleos menos viscosos enquanto os antigos mais viscosos.

Se você possui um carro mais velhinho, como os nossos da Sociedade Automotiva, saiba, que jamais você deve usar um óleo tipo 5W30 ou 0W40 por exemplo, pois os ajustes dá época eram menos precisos do que os motores de hoje, fatalmente você pode vir a bater até o motor do teu carro, caso utilize estes tipos de óleos.

Óleo monoviscoso – usado em motores estacionários, caminhões e motores navais

Ao contrário também, se você é o feliz proprietário de um BMW X1 saiba que jamais você poderá usar um óleo 10W40 por exemplo, pelo mesmo motivo, os ajustes, um óleo mais viscoso dará problemas no seu motor.

Sabendo deste “detalhe” que é a viscosidade você confiaria no frentista para te indicar um óleo para substituir o do teu carro, caso ele não tenha para venda o que o manual indica?

3º – Nível de óleo se mede com motor frio

Quando você chega no posto e o frentista pede para ver o óleo, adivinha o que ele irá te dizer? Ele irá te dizer, além de mostrar a vareta de medição que o óleo está baixo, faltando ao menos 1/2 litro.

E ele tem razão! Como assim?

Simples, o motor em funcionamento faz o óleo circular por todo o circuito através dos dutos internos, quando você chega com o motor quente, o óleo está no cabeçote [parte superior do motor] e no circuito, a vareta de verificação está no cárter [parte inferior do motor], ou seja, sempre que você, o frentista ou até mesmo o Papa verificar o óleo com o motor quente, aparecerá que está com nível baixo, mas NÃO quer dizer que o óleo está baixo, desligue o carro e espere uns 15 minutos e refaça a medição, lembrando sempre que o carro tem que estar em LOCAL PLANO.

4º – Ao trocar o óleo, troque o filtro de óleo

Taxistas que adoravam fazer isso, só trocavam o filtro a cada duas trocas, isso é um erro gravíssimo, pois o óleo do filtro misturará com o óleo novo o contaminando, fazendo o óleo novo perder parte das suas propriedades.

Além disso o “pescador” do óleo que fica no cárter pode entupir e se entupir acenderá a luz de óleo no painel e se você insistir, perderá o seu motor, pois ele irá bater.

Pescador do óleo, localizado dentro do cárter do motor.

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Dica – Sempre ao trocar o óleo e o filtro, tenha sempre em mãos um “bujão” do cárter reserva, além de arruela apropriada para o modelo do bujão, pois esta arruela é feita de metal bem fraco como o alumínio e ao dar o torque de aperto geralmente um mecânico ou frentista estragam a arruela, podendo ocasionar vazamentos de óleos. O bujão não se coloca força para apertar, lembre disso.

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Bujão e arruela

5º – O frentista recebe comissão para a venda de produtos como lubrificantes.

Infelizmente os frentistas recebem salários baixos na maioria dos casos, com isso ele tenta complementar o seu baixo salário, daí o principal motivo dele querer sempre completar o óleo do teu veículo, mesmo que isso exploda teu motor literalmente.

Agradeça com educação e procure um especialista mecânico, caso venha a fazer nossos cursos em um futuro, você terá condições de realizar com segurança este procedimento, no nosso novo eBook terá mais dicas sobre lubrificação.

Tenha sempre em mente: Troque sempre de acordo com a quilometragem do manual, antes de preferência ou a cada 6 meses, pois o óleo tem validade e oxida, além de perder suas outras propriedades.

6º – Fuja da troca a vácuo

A troca feita a vácuo é feita por cima do cabeçote e não irá levar a impurezas e borras, ou até mesmo partículas de metais que ficam armazenadas no cárter, com isso a troca não será bem sucedida podendo ocasionar defeitos no teu motor.

7º – Mineral, Semi-sintético ou sintético?

Saiba que você tendo um carro antigo que usa mineral, ou semi-sintético, pode utilizar o sintético, desde que respeite as propriedades de viscosidade acima mencionados, mas nunca misture os tipos, caso teu carro utilize sintético, você nunca poderá usar mineral ou semi-mineral, pois teu motor necessita das propriedades só encontradas no sintético.

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6 Comentários


  1. Gosto do site. É fácil de entender e muito útil para quem gosta de mecânica. vou continuar a utilizá-lo para saber mais coisas. Para informação tenho um Mini Club Man de 1976, já tem 41 anos.

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  2. Adailton Ribeiro de Oliveira quero ser um prófissional. Mêcanico.

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